Compensa investir em painéis fotovoltaicos?

Procura autonomia energética, redução da fatura de eletricidade, rentabilidade a longo prazo e diminuição da pegada carbónica? Os painéis fotovoltaicos são a resposta!

 

Os temas relacionados com as energias limpas, autoconsumo e sustentabilidade são uma crescente preocupação e interesse na sociedade. Se há uns anos os painéis fotovoltaicos eram equipamentos dispendiosos, hoje em dia o seu preço é muito mais acessível. Mas será que o investimento compensa a poupança na fatura de eletricidade?

Sabe o que são fotovoltaicos?

Comecemos pelo início… Painel solar não é mais do que um equipamento energético, concebido para converter a radiação solar em energia elétrica. A fonte principal é o sol, sendo por isso conhecida como energia renovável.

No mercado existem dois grupos de painéis solares:

  • Fotovoltaicos – constituídos por células fotovoltaicos que convertem a energia e radiações solares em eletricidade;
  • Térmicos – principalmente utilizados para o aquecimento de águas sanitárias, em que a energia solar é aproveitada para aquecer as águas e/ou divisões das casas.
Como funcionam os painéis solares fotovoltaicos?

Nos sistemas fotovoltaicos a radiação solar é convertida em energia elétrica por intermédio dos chamados semicondutores. Para que a eletricidade produzida seja utilizada em casa, é necessário que os fotovoltaicos estejam ligados a um inversor – equipamento que transforma a corrente contínua em alternada – e, por sua vez, este à instalação elétrica da casa. A partir do momento em que a energia dos fotovoltaicos é transformada em corrente alternada, pode ser utilizada para o funcionamento dos eletrodomésticos, das lâmpadas, entre outros.

O autoconsumo fotovoltaico destina-se a clientes particulares ou empresas que pretendam produzir a sua própria energia. É uma forma de produção de energia verde e, sendo Portugal um países como bastante horas de sol, esta solução é bastante viável.

O autoconsumo dos fotovoltaicos compensa?

Em Portugal, o autoconsumo fotovoltaico é regulamentado pelo Decreto-Lei nº 153/2014, de 20 de outubro e pelas Portarias nº 14/2015 e nº 15/2015, de 23 de janeiro. Anteriormente a estas datas, a energia produzida pelos sistemas fotovoltaicos não podia ser utilizada para benefício próprio, o que significa que esta tinha que ser vendida à rede, obrigatoriamente.

O autoconsumo compensa? Sim! Se pretende reduzir a sua fatura de eletricidade com o autoconsumo fotovoltaico é possível. Consegue ter um maior controlo dos consumos, pois a tendência é redirecioná-los para as horas de sol. Isto significa que irá produzir eletricidade de modo gratuito e limpo durante o dia, de forma a corresponder às necessidades energéticas em casa – os consumos durante o dia irão amortizar a necessidade de recurso à energia da rede.

Para além disso, pode rentabilizar a sua autonomia energética com a instalação de uma bateria, de forma a acumular o excedente produzido pelo fotovoltaico. Assim, ainda maior será a sua poupança na fatura de eletricidade.

Permite gerar energia limpa e renovável

Os painéis fotovoltaicos recorrem à luz solar para gerar eletricidade limpa, o que se traduz numa produção de energia renovável gratuita.

Redução da pegada ecológica

Ao produzir energia verde em sua casa, tem um contributo ecológico imediato, através da redução das emissões de CO2.  Sendo a energia da rede proveniente, maioritariamente, de combustíveis fósseis, com esta solução é possível gerar a própria eletricidade e reduzir os acessos à rede.

Investimento a longo prazo

Apesar de o investimento num sistema fotovoltaico ser considerado elevado, a rentabilidade anual e o payback esperado conseguem justificar o preço. São sistemas concebidos para produzir eletricidade verde durante pelo menos 20 anos, tendo em consideração uma manutenção regular do equipamento.

Um kit fotovoltaico constituído por apenas um painel produz cerca de 375kWh de energia elétrica, por ano. Tendo em conta o custo da energia, o retorno é atingido durante o quinto ano! E em média as taxas de rentabilidade anual podem rondar os 20%!

Atualmente o mercado ajustou-se à legislação e às necessidades das famílias e empresas, disponibilizando kits fotovoltaicos modulares. A Bongás Energias também se mantém na linha da frente com uma oferta de sistemas fotovoltaicos para diferentes estilos de vida. Os kits de autoconsumo apresentam potências entre 250W e 1500W (variação de 1 a 6 painéis). Para estas potências o governo exclui a necessidade de pagamento de taxas, sendo se forem superiores já se exige registo e pagamento da respetiva taxa.

Atenção:

Para que tenha um aproveitamento a 100% da energia solar é necessário que o fotovoltaico esteja orientado, normalmente, para sul;

Nos casos em que a instalação é feita no telhado, para uma maximização na conversão da energia solar em eletricidade, os painéis têm que estar bem posicionados. Assim, se viver no hemisfério norte os painéis terão que ter orientação a sul e com uma inclinação na ordem dos 30 graus. No hemisfério sul, já terão que ficar virados a norte e, em ambos os casos, em locais sem sombra;

Os paneis fotovoltaicos apenas produzem energia durante o dia e, preferencialmente, com sol aberto. Se o dia estiver chuvoso ou o céu encoberto, a quantidade de energia gerada será menor;

Os meses de verão são considerados o pico para a produção de energia através de um fotovoltaico, logo é uma boa altura para apostar na compra de um sistema fotovoltaico. Durante os meses de inverno os valores tendem a ser mais baixos, mas mesmo assim contribuem para a redução da fatura de eletricidade.